|
Uso do
uniforme leva praticidade ao dia-a-dia
Da
redação
É
comum ouvir dizer que os funcionários são a cara da
empresa em que atuam. E, realmente, sua apresentação
pessoal conta muito para a imagem do local em que
trabalham. Pensando nisso, cada vez mais as empresas
têm adotado o uniforme para seus colaboradores,
possibilitando que estejam bem vestidos e
apresentáveis.
Segundo Cláudia Órdine, proprietária da M&T
Consultoria, o empresariado procura fornecer uniforme
para seus funcionários visando uma organização. E
ambos acabam ganham com isso. “O funcionário não
precisa se preocupar com a vestimenta do dia-a-dia e
ainda reduz seu custo, o vestuário é um fator que
altera no salário, um índice alto que tem que se
desprender mensalmente. Além disso, não existe a
preocupação de acordar e pensar: com que roupa eu vou?”,
justifica Cláudia.
O psicólogo organizacional Richard Kraus aponta como
sendo uma grande vantagem em se optar pelo uso do
uniforme, o fato da peça dar o sentido de grupo à
equipe, onde todos se vestem iguais, não havendo
diferenças. “O sentido de uma equipe que está
trabalhando, e mais do que isso derruba aquelas
barreiras das diferenças sociais, econômicas, e até
mesmo culturais existentes em um grupo de trabalho”.
SEQÜÊNCIA
DE TRABALHO
Ana Sueli
Marchi é proprietária de uma confecção de uniformes
profissionais. Ela também percebe que a procura do
empresariado pelos uniformes tem aumentado nos últimos
anos. Ela percebe também, que existe hoje uma
seqüência do trabalho. “Antes as empresas utilizavam
o uniforme por algum tempo e depois dispensavam por não
ter se adaptado ou pelo funcionário não ter gostado,
hoje é diferente eles nos procuram para fazer mais
peças”.
Ela nota também, que existe uma certa resistência por
parte de alguns funcionários, geralmente do sexo
feminino, que não ficam satisfeitos com o tipo de roupa
que terão que usar. O psicólogo Richard Kraus explica
que isso deve ocorrer pelo fato da mulher, pela própria
natureza, se preocupar mais com a questão da beleza.
RESISTÊNCIA
FEMININA
Ele diz
que o empresário tem que ter a sensibilidade ao fazer o
uniforme, e o ideal seria se possível, que os
colaboradores fossem consultados na hora da escolha. “Muitas
vezes, o empresário ao fazer o uniforme pensa só
financeiramente, criando um uniforme de padrão baixo,
não se preocupando com o funcionário. Talvez aí
esteja a explicação da resistência feminina. Tenho
certeza que qualquer empresário que invista num
uniforme bonito e bem-feito não sofrerá essa
resistência”, destaca Kraus.
Na sua opinião, quando o funcionário participa da
escolha do que irá usar, gera um maior comprometimento
dele para com a empresa, pois ele sente sua opinião
valorizada, se sente fazendo parte de um time.
HUMANIZAÇÃO
Carla
Renata Frare Nani também é proprietária de uma
confecção de uniformes profissionais. Na sua opinião,
hoje os responsáveis pelas empresas estão mais
preocupados com a humanização de seus colaboradores.
“Em alguns casos fazemos reuniões e o funcionário
escolhe que modelo de uniforme mais lhe agrada. Percebo
agora uma preocupação maior com a satisfação do
funcionário em trabalhar na empresa”.
Alessandra Vieira Correa, vendedora de uma loja de
uniformes, concorda com Carla Renata. “Existe um
interesse maior dos empresários investirem no uniforme
para a identificação de seus funcionários”.
UNIFORME
LIMPO
Kraus dá
um conselho aos funcionários, para que mantenham seu
uniforme sempre limpo e bem apresentável. “O jeito de
cuidar do uniforme pode transparecer se o funcionário
não está satisfeito com a empresa. Quer queira quer
não, a vestimenta é uma forma de linguagem. A roupa
que você está usando diz muito a seu respeito”.
Para os empresários, ele alerta: “Quando pensar em
uniforme, leve isso muito a sério, pois ele tem uma
mensagem subliminar que diz o seguinte: ‘Esta é uma
empresa muito profissional e preocupada em oferecer o
melhor’.Se você tem pouco dinheiro para fazer o seu
uniforme, e fazer só para dizer que vai padronizar seu
atendimento, tome cuidado, pois se você fizer uma coisa
muito barata o efeito pode ser ao contrário”,
complementa.
Matéria
publicada no Jornal de Itatiba Diário na edição de 12
de junho de 2007 |